Instalámos a caixa de compostagem num local nivelado, fora do alcance da luz solar direta e com uma fonte de água próxima.
Construímos a caixa de compostagem com paletes de madeira que fixámos na terra com estacas do mesmo material.
Em seguida, unimos a paletes.
Ao construir a "caixa" de compostagem deve deixar-se bastante espaço aberto para que o ar alcance a pilha de composto.
Um lado da "caixa" removível facilita o manuseamento da pilha de composto com uma pá.
MANUTENÇÃO DO COMPOSTOR
Na prática, a maior parte dos resíduos orgânicos produzidos numa cozinha e numa horta podem ser compostados, dividindo-se normalmente os materiais em dois tipos: materiais com maior teor de azoto (materiais N) e materiais com maior teor de carbono (materiais C).
Os materiais N, tipicamente os restos produzidos na cozinha, são, por exemplo, as cascas e restos de batata e frutas, os legumes e hortaliça, as borras e filtros usados de café, as folhas e sacos de chá, o pão.
Os materiais C são sobretudo os produzidos nas limpezas do jardim, nomeadamente, aparas de relva e erva, folhas secas, ramos pequenos provenientes de podas ou limpezas do jardim, cabendo também nesta classificação feno e palha, aparas de madeira e serradura e pequenas quantidades de cinzas de madeira.
Não se deve juntar nunca ao material a compostar a carne, peixe e ossos, pois podem atrair animais indesejáveis; os excrementos, pois podem conter microorganismos patogénicos passíveis de sobreviver ao processo de compostagem e resíduos de jardim com pesticidas, plantas com doenças e ervas daninhas com sementes.
A pilha que vai construir deverá ter a maior diversidade possível de resíduos, numa proporção semelhante de materiais C e materiais N.
Deverão ser feitas camadas alternadas de um e de outro tipo de material. É importante notar que além de materiais N e C, há materiais mais grossos e mais finos, mais secos e mais húmidos, devendo todos estes componentes estar presentes na pilha.
Comece a pilha com uma camada de ramos partidos para facilitar o arejamento.
Depois faça uma camada com 5 a 10 cm com materiais C, depois uma de igual espessura de materiais N e assim sucessivamente.
A pilha deve ser virada de 15 em 15 dias, para que, dependendo das condições climáticas, o composto fique pronto em 3 ou 4 meses. Se virar a pilha raramente, o composto fica pronto num período de 6 meses a um ano.
Quando se vira a pilha deve-se ter o cuidado de inverter as camadas (a inferior passa para cima e vice-versa). A pilha não deve estar exposta a ventos frios, demasiada chuva ou demasiado calor.
O cheiro a amónia, tem normalmente origem em excesso de materiais N. Deve neste caso adicionar materiais C.
O composto é geralmente aplicado uma vez por ano, na Primavera ou no Outono. Deve ser espalhado por cima da terra ou colocado numa camada com 2 ou 3 cm, misturado com aquela, mas nunca deve ser enterrado.
AS 5 REGRAS DE OURO DA COMPOSTAGEM
PREPARAR O FUNDO: Boa drenagem
No início do processo é importante que haja fornecimento de ar à mistura. Para garantir a presença de oxigénio, basta colocar uma camada de ramos ou galhos no fundo do compostor de modo a não permitir a compactação dos resíduos e a permitir a circulação de ar de baixo para cima.
EsCOLHA DO LOCAL: Sombra no verão e sol no inverno.
Se colocarmos o compostor debaixo de uma árvore de folha caduca, teremos sombra no verão e sol no inverno, é a situação ideal.
MISTURA DE MATERIAIS: Verdes e castanhos
É importante misturar diferentes resíduos de forma o obter uma relação carbono/azoto adequada.
AREJAMENTO: Revirar quando compactado
A compostagem é um processo aeróbio e por isso a manutenção de níveis adequados de oxigénio no interior dos materiais a compostar é uma condição essencial para o sucesso do processo.
HUMIDADE: Regar se necessário
Uma maneira fácil de medir a humidade é fazer o teste da esponja, espremendo um bocado de composto com a mão. Se caírem apenas algumas gotas, como uma esponja acabada de espremer, tem a humidade certa. Se estiver muito seco junte água e se estiver muito húmido junte papel, palha, cartão ou folhas secas.







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