terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CONSTRUÇÃO DE UM COMPOSTOR

Já iniciámos a nossa produção de composto utilizando restos de matéria orgânica obtida a partir dos alimentos usados na confeção das refeições da nossa cantina e a partir da limpeza dos espaços jardinados (relva,restos de plantas,troncos).

Instalámos a  caixa de compostagem num local nivelado, fora do alcance da luz solar direta e com uma fonte de água próxima.

Construímos a caixa de compostagem com paletes de madeira que fixámos na terra com estacas do mesmo material.
 Em seguida, unimos a paletes.



Ao construir a "caixa" de compostagem deve deixar-se bastante espaço aberto para que o ar alcance a pilha de composto.




Um lado da "caixa" removível facilita o manuseamento da pilha de composto com uma pá.


MANUTENÇÃO DO COMPOSTOR

Na prática, a maior parte dos resíduos orgânicos produzidos numa cozinha e numa horta podem ser compostados, dividindo-se normalmente os materiais em dois tipos: materiais com maior teor de azoto (materiais N) e materiais com maior teor de carbono (materiais C).

Os materiais N, tipicamente os restos produzidos na cozinha, são, por exemplo, as cascas e restos de batata e frutas, os legumes e hortaliça, as borras e filtros usados de café, as folhas e sacos de chá, o pão.

Os materiais C são sobretudo os produzidos nas limpezas do jardim, nomeadamente, aparas de relva e erva, folhas secas, ramos pequenos provenientes de podas ou limpezas do jardim, cabendo também nesta classificação feno e palha, aparas de madeira e serradura e pequenas quantidades de cinzas de madeira.

Não se deve juntar nunca ao material a compostar a carne, peixe e ossos, pois podem atrair animais indesejáveis; os excrementos, pois podem conter microorganismos patogénicos passíveis de sobreviver ao processo de compostagem e resíduos de jardim com pesticidas, plantas com doenças e ervas daninhas com sementes.

A pilha que vai construir deverá ter a maior diversidade possível de resíduos, numa proporção semelhante de materiais C e materiais N.

Deverão ser feitas camadas alternadas de um e de outro tipo de material. É importante notar que além de materiais N e C, há materiais mais grossos e mais finos, mais secos e mais húmidos, devendo todos estes componentes estar presentes na pilha.

Comece a pilha com uma camada de ramos partidos para facilitar o arejamento.


Depois faça uma camada com 5 a 10 cm com materiais C, depois uma de igual espessura de materiais N e assim sucessivamente.

A pilha deve ser virada de 15 em 15 dias, para que, dependendo das condições climáticas, o composto fique pronto em 3 ou 4 meses. Se virar a pilha raramente, o composto fica pronto num período de 6 meses a um ano.

Quando se vira a pilha deve-se ter o cuidado de inverter as camadas (a inferior passa para cima e vice-versa). A pilha não deve estar exposta a ventos frios, demasiada chuva ou demasiado calor.

O cheiro a amónia, tem normalmente origem em excesso de materiais N. Deve neste caso adicionar materiais C.

O composto é geralmente aplicado uma vez por ano, na Primavera ou no Outono. Deve ser espalhado por cima da terra ou colocado numa camada com 2 ou 3 cm, misturado com aquela, mas nunca deve ser enterrado.




AS 5 REGRAS DE OURO DA COMPOSTAGEM


PREPARAR O FUNDO: Boa drenagem
No início do processo é importante que haja fornecimento de ar à mistura. Para garantir a presença de oxigénio, basta colocar uma camada de ramos ou galhos no fundo do compostor de modo a não permitir a compactação dos resíduos e a permitir a circulação de ar de baixo para cima.


EsCOLHA DO LOCAL: Sombra no verão e sol no inverno.

 Se colocarmos o compostor debaixo de uma árvore de folha caduca, teremos sombra no verão e sol no inverno, é a situação ideal.

MISTURA DE MATERIAIS: Verdes e castanhos
É importante misturar diferentes resíduos de forma o obter uma relação carbono/azoto adequada.

AREJAMENTO: Revirar quando compactado
A compostagem é um processo aeróbio e por isso a manutenção de níveis adequados de oxigénio no interior dos materiais a compostar é uma condição essencial para o sucesso do processo. 

HUMIDADE: Regar se necessário
 Uma maneira fácil de medir a humidade é fazer o teste da esponja, espremendo um bocado de composto com a mão. Se caírem apenas algumas gotas, como uma esponja acabada de espremer, tem a humidade certa. Se estiver muito seco junte água e se estiver muito húmido junte papel, palha, cartão ou folhas secas.